A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou que o país desconhece como o Governo, liderado pelo socialista António Costa, se vai desembrulhar do dossiê Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Ainda recentemente vieram notícias dizendo que está tudo fechado, que em Bruxelas está tudo tratado, mas nós aqui no nosso país ainda não sabemos em quanto é que vai ser capitalizada a Caixa Geral de Depósitos, porque é que tem de ser capitalizada, como é que vai acontecer, vai ao défice, vai à dívida, como é que se vão desembrulhar deste dossiê”, afirmou Assunção Cristas, no encerramento das jornadas parlamentares do CDS esta terça-feira, nas Velas, ilha de São Jorge, Açores.

Insistindo que o que se lê é que “está tudo já articulado, está tudo a ser fechado”, a presidente do CDS-PP considerou que “também aqui se sente uma autossuficiência aparente do Governo socialista que, por um lado reclama consensos, embora outras vozes digam que consensos são contrários à democracia, e por outro lado não é capaz sequer de ir ao parlamento e aos partidos da oposição” dar explicações.

A Comissão Europeia garantiu que ainda não tomou qualquer decisão relativamente à capitalização da CGD, até porque “só muito recentemente” recebeu informações das autoridades portuguesas, que terá de analisar detalhadamente.

“O que posso dizer nesta fase é que a Comissão está em contacto com as autoridades portuguesas relativamente a esta questão. Só muito recentemente recebemos informação das autoridades portuguesas sobre este assunto, e estamos a analisar. Mas resumindo, as notícias sobre quaisquer decisões da Comissão sobre este assunto não são corretas”, afirmou o porta-voz para a Concorrência.

Questionado, durante a conferência de imprensa diária da Comissão, em Bruxelas, sobre quando é expectável uma decisão do executivo comunitário, Ricardo Cardoso disse ser “difícil antecipar nesta fase”, porque, insistiu, a Comissão “acabou de receber” a informação inicial por parte das autoridades portuguesas sobre o seu plano para injetar capital na CGD.