O CDS-PP defendeu esta sexta-feira que o primeiro-ministro, José Sócrates, tinha «o dever» de estar na cimeira da Comissão Europeia do próximo domingo, mas considerou «muito mais relevante» Portugal não ter sido convidado noutras ocasiões.

«Os deveres são para se cumprir», respondeu à Lusa o deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares, questionado sobre se o chefe do Governo deveria ou não estar em Bruxelas no domingo.

Pior é não ser convidado

Para o deputado centrista, «muito mais relevante que o facto de o primeiro-ministro se substituir numa cimeira europeia é o facto de Portugal não ser convidado para uma cimeira europeia, foi isso que aconteceu na semana passada, seis países reuniram e tomaram decisões em nome dos 27, isso chama-se um directório e o CDS é contra».

O G-20 reuniu-se no fim de semana passado em Berlim, tendo chegado a acordo para uma regulação e uma fiscalização do conjunto dos actores dos mercados, inclusive dos fundos de investimentos especulativos ("hedge funds"), segundo fontes governamentais alemães.

«Não vi tanta indignação»

A anfitriã, a chanceler alemã Angela Merkel, convidou os seus homólogos e os ministros das Finanças europeus do G-20, Reino Unido, Itália, França, assim como a Espanha e a Holanda, para definirem uma linha comum sobre a reforma financeira internacional antes da cimeira do G-20 de Londres, a 2 de Abril.

«Parece-me que isso é muito mais grave e na altura não vi tanta indignação», criticou Mota Soares, dizendo estar indignado por Portugal não ter sido convidado quando há «um conjunto de países que tomam decisões em nome de todos os outros 27».

Durante a cimeira europeia do próximo domingo o primeiro-ministro, José Sócrates, vai estar a encerrar o Congresso do PS, em Espinho.