O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou esta sexta-feira que este é o momento para o aprofundamento do projeto europeu, de o tornar mais democrático, mais partilhado, mais discutido e mais de todos, garantindo a Europa do futuro.

Na abertura da conferência “Relançar a Europa – da austeridade ao crescimento”, promovida pelo Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (S&D), no Porto, que conta com a presença do primeiro-ministro, Rui Moreira disse ser possível, em conjunto e sem extremar posições, encontrar uma resposta para o futuro sem perder a noção de que foi a Europa que alargou horizontes.

“O mais recente acontecimento, o Brexit, mostra-nos que pela via democrática e aproveitando a inércia e o desapego de muitos europeus, os extremismos podem colocar em causa muito do que se construiu nas últimas décadas”, sustentou.

E acrescentou: “mostra-nos também as diferenças que existem quando os mais velhos e mais novos olham para a Europa”.

Na sua opinião, o atual momento é “muito difícil” para o continente, com consequências ainda imprevisíveis, com o reforço de alguns nacionalismos e o provável redesenho daquilo que a União Europeia é tal como se conhece.

“Mas, acredito que os que permanecerão ficarão mais unidos e, por isso, mais fortes”, entendeu.

Segundo o autarca, os dias que a Europa vive demonstram que são precisas novas soluções e que “talvez” não tenham sido abordadas as questões de forma a garantir o futuro comum.

Rui Moreira sublinhou o papel que tem de ser dado às cidades no futuro do continente, o papel que cabe às cidades no relançar da Europa.

“As cidades desempenham um papel crucial na construção europeia, são fonte de soluções à escala da Europa”, frisou.

O trabalho das cidades é realizado diretamente para os cidadãos e beneficia, como nenhum outro nível de administração, da proximidade aos recursos aplicados e aos resultados, sustentou.

Mas, Rui Moreira realçou que as cidades não podem fazer tudo sozinhas, não podem estar fechadas sobre si mesmas.

“A Europa deve, por isso, aproveitar este tempo de oportunidade para se centrar nos seus valores basilares, implementando verdadeiras soluções promotoras da melhoria das condições de vidas das suas populações, de crescimento sustentável e desenvolvimento”, vincou.