A Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira do PS decidiu requerer mais elementos sobre o alegado pagamento irregular de quotas na distrital de Braga e remeteu eventuais questões disciplinares para a Comissão Nacional de Jurisdição.

Em declarações à Agência Lusa no final de uma reunião daquela comissão, Domingues Azevedo precisou que serão solicitados à Comissão de Gestão do PS dados concretos «sobre a entrada dos valores relativos às quotas que são contestadas».

«Isto é, se os valores entraram no partido, e em que datas entraram, para avaliar o seu efeito na nomeação de delegados e nos cadernos eleitorais», justificou o presidente da Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira.

Por outro lado, adiantou, a Comissão Nacional de Fiscalização decidiu remeter para a Comissão de Jurisdição Nacional toda a documentação recebida sobre as alegadas irregularidades em Braga para que aquela instância «avalie se está perante situações passíveis de procedimento disciplinar».

Domingues Azevedo sublinhou que «não era da competência da Comissão de Fiscalização Económica atuar perante situações que não sejam de natureza económica».

No dia 19 de agosto, o presidente da Comissão Organizadora do Congresso (COC) federativo do PS/Braga disse «não haver condições» para eleições «transparentes» para a Federação Distrital socialista, por existirem «graves irregularidades» nos cadernos eleitorais provisórios, ligadas ao pagamento «irregular» de quotas a militantes.

Na altura, António Ramalho confirmou existirem dois militantes já mortos dados como aptos, por «terem as quotas em dia», a participarem nas eleições de 6 de setembro e mais de 20 queixas de outros militantes que afirmam não terem pagado «nada», mas que têm as quotas em dia.

As eleições na distrital de Braga do PS estão marcadas para o próximo sábado.