Os deputados da comissão parlamentar de inquérito aos swap ouvem hoje o ex-secretário de Estado Braga Lino, que saiu do Governo devido às operações deste tipo que contratou na Metro do Porto.

Braga Lino foi diretor administrativo e financeiro da Metro do Porto entre 2006 e 2011, tendo sido o responsável por alguns dos contratos swap feitos por aquela empresa, motivo pelo qual saiu em abril de secretário de Estado da Defesa.

De acordo com o relatório do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, em setembro de 2012, a carteira de swap da Metro do Porto tinha 1.060 milhões de euros de perdas potenciais, o segundo maior volume de perdas depois do Metro de Lisboa.

Além de Braga Lino, o caso dos swap contratados por empresas públicas levou também à saída de Juvenal Peneda de secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, devido a ter sido administrador da Metro do Porto.

Quando esteve no parlamento, em setembro, Juvenal Peneda disse que assinou os swap porque tinha total confiança na competência dos responsáveis financeiros que propuseram a contratação daqueles instrumentos.

O Governo demitiu ainda três gestores públicos: o ex-presidente da Carris/Metro de Lisboa José Manuel Silva Rodrigues, o ex-presidente da Entidade Gestora das Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos (EGREP), João Costa Vale Teixeira, e Paulo Magina, da CP - Comboios de Portugal.

Até ao momento, dos cerca de 3.000 milhões de euros de perdas potenciais estimadas no final do ano passado, persistem 1.500 milhões de euros, a maior parte das quais com o banco Santander Totta. Isto porque as empresas públicas pagaram 1.008 milhões de euros a nove bancos para anular contratos com perdas potenciais de cerca 1.500 milhões de euros.

A audição de Braga Lino começa pelas 15:00, na Assembleia da República, em Lisboa.