As bolsas atribuídas a alunos do ensino superior, que optaram por estudar numa instituição do interior, e que estavam em atraso, já foram pagas, assegurou hoje, no parlamento, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

Há duas semanas, estudantes e encarregados de educação queixaram-se de atrasos nos pagamentos das bolsas do "Programa + Superior".

"Já conseguimos que as bolsas fossem pagas", disse o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor.

O ministro está a ser ouvido na comissão parlamentar de Educação e Ciência.

Numa resposta a uma questão levantada pelo CDS-PP sobre os atrasos nos pagamentos, Manuel Heitor invocou que o programa foi criado pelo anterior governo de direita, "sem financiamento".

O PSD contestou o argumento, respondendo, pela voz do deputado Duarte Marques, que a tutela "não conseguiu garantir financiamento para as políticas que vinham de trás".

Os sociais-democratas referiram que as bolsas são financiadas por verbas comunitárias do programa Portugal 2020.

Manuel Heitor assumiu que o "Programa + Superior" "tem de ser alterado", uma vez que "funcionava como uma compensação, e não como um estímulo", pelo que "está a ser avaliado" pela Direção-Geral do Ensino Superior.

Atribuídas pela primeira vez no passado ano letivo, as bolsas do "Programa + Superior" foram criadas para ajudar à fixação de estudantes no interior, dando 1.500 euros aos alunos que escolhessem estudar numa das 13 instituições abrangidas pelo programa.

Este ano, foram selecionados 1.020 alunos, que deveriam ter começado a receber, no início do ano letivo, uma verba mensal de 150 euros.