Quando viu a porta-voz do Bloco de Esquerda, Sílvia não hesitou em demonstrar que é socialista "do coração". Nem tão pouco em atacar a direita sem papas na língua. Está a par do que dizem as sondagens.

"Pelas sondagens que estão a dar vai à frente o PSD que está a fazer coligação com o maior gatuno que a gente tem, que é o Paulo Portas. Isto dos submarinos ninguém os engoliu ainda. Para eles passou mas para nós não. Os ladrões dão-se com os gatunos. Passos é um grande gatuno que aí anda, que cada vez está a fazer pior. "

Diz que é "vendedeira ambulante" aqui no mercado da Sé. O negócio vai mal e os encargos familiares são muitos.

"Temos dias aqui que não apuramos cinco euros, tenho um filho com 28 anos que emigrou e que deixou-me aqui uma menina com nove anos e um menino com quatro anos, tenho um irmão com Trissomia 21, que os meus pais já morreram.  Nó aqui não temos oportunidades de nada."

Por tudo isto, queria ver a direita derrotada e tem pena que " a esquerda esteja dividida". 

O apelo sentido esta manhã no Porto serviu de mote para Catarina Martins voltar a lembrar o desafio que fez, "olhos nos olhos" a António Costa e as "linhas vermelhas" do Bloco de Esquerda para haver um diálogo com os socialistas: as pensões, o regime conciliatório e a descapitalização da Segurança Social.

"As condições são claras, não aumentaram nem diminuíram."