Francisco Louçã diz que "não há sempre dias de sol", mas que o Bloco de Esquerda "conseguiu renascer" e mostrar a sua "força e paixão" para responder aos desafios do país. O ex-líder do partido recusou comentar a promessa de António Costa, que disse que vai inviabilizar o Orçamento de Estado se perder as eleições.

O bloquista afirmou, este domingo, durante um almoço-comício do partido no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, que Catarina Martins conseguiu "mostrar que há gente de confiança", "gente de verdade" e, assim, o Bloco conseguiu renascer.

"O partido aprende sempre com a vida. Não há sempre dias de sol. Há um défice de credibilidade e de respostas e o que Catarina Martins fez foi mostrar que há gente de confiança. O Bloco de Esquerda conseguiu relançar-se, renascer, reconstruir a sua base, ser mais forte, mais amplo, ouvir mais as pessoas e isso é a prova de que a esquerda está na luta."


Louçã afirmou que, agora, "já ninguém diz" que o BE vai acabar, considerando que as campanhas das anteriores eleições - nas quais o partido perdeu representação parlamentar em Portugal e em Bruxelas - ocorreram em contextos diferentes.

Esta campanha eleitoral é, de resto, para Francisco Louçã, uma campanha "de coragem", dada a situação do país, e um resultado forte no dia 4 de outubro é "ajudar a vencer a direita, esta gente que anda com o rei na barriga como se o país fosse deles", referindo-se à coligação. Coligação essa que, segundo o bloquista, anda com um discurso de "desespero".

Francisco Louçã acredita que é preciso pensar menos em partidos e mais em soluções para os problemas nacionais, apelando a uma "esquerda forte", capaz de pensar no país.

O bloquista respondeu a todas as questões colocadas pelos jornalistas menos a uma. Quando questionado sobre a promessa de António Costa inviabilizar o Orçamento de Estado mesmo que perca as eleições, Francisco Louçã disse que preferia não comentar.