Catarina Martins diz que o Bloco de Esquerda "está na luta" e vai "aumentar a votação em todos os distritos", nestas legislativas. A porta-voz do BE assumiu a meta para estas eleições: aumentar a respresentação parlamentar, elegendo deputados em distritos "onde teve e onde perdeu" em 2011.

"O Bloco de Esquerda vai aumentar a sua votação em todos os distritos, nos distritos onde já tem deputados e deputadas, mas também em distritos onde teve e perdeu, não só em Braga, mas também estamos a disputar eleições em Coimbra com o José Manuel Pureza, em Santarém com o Carlos Matias, em Leiria com Heitor de Sousa."


O obejtivo do partido foi anunciado esta quinta-feira à noite num comício em Braga. A dirigente bloquista começou a sua intervenção a falar da campanha eleitoral, sublinhando que o Bloco  "é a força que está a crescer nestas eleições"." É possível fazer muito diferente."

O enquadramento serviu de mote para lançar o desafio destas eleições.

"Cada deputado e deputada do Bloco de Esquerda, vocês sabem o que representa na Assembleia da República: proteger salários, proteger pensões. Desta vez vai ser Bloco de Esquerda porque o Bloco é a força que vai fazer a diferença. Vamos à luta em todo o país."

Na cidade minhota, Catarina Martins reafirmou que Passos Coelho "tentou esconder os números da dívida", servindo-se do relatório, esta quinta-feira divulgado pelo Banco de Portugal.

"Nem aquilo que disseram no início da campanha, nem o que disseram há poucas semanas podem ser levados a sério. A dívida não aumentou 30 mil milhões de euros, nem deixou de aumentar em 2013. Aumentou 60 mil milhões de euros. [...] Nada do que disseram valeu. Não valeu em 2011 e não vale em 2015".


Os enganos do Governo estenderam-se depois aos números sobre a emigração. Catarina Martins acusou a coligação de tentar "esconder até à última hora" os dados que constam no último relatório do Observatório da Emigração, segundo os quais têm saído do país 110 mil pessoas por ano.

"O Governo tentou esconder até à última da hora o relatório do Observatório da Emigração, que diz que saíram 110 mil pessoas por ano. Pedro Passos Coelho tenta agora esconder o resultado da sua política, que foi expulsar meio milhão de pessoas."


E aqui, a porta-voz do BE introduziu o apelo ao voto: o voto "pelos filhos" e "pelos netos", "que foram expulsos" do país.

"Não fiquem em casa, votem pelos vossos filhos e netos que o Governo expulsou. Votem porque precisamos deles. Não podemos ter um país que serve para fornecer mão-de-obra barata ao norte e centro da Europa. Não desistir do futuro é ir votar no domingo."

Já antes da intervenção de Catarina Martins, Marisa Matias tinha sublinhado a importância do voto no BE "em todo o país", assinalando a importância dos deputados do partido através de um jogo de palavras.

"Cada voto no BE conta e muito, e em todo o país, porque o vosso voto pode dar peso à palavra salário, pensão, escola ou hospital. Cada palavra a mais no programa do Bloco no dia 5 pode significar uma palavra a menos do outro lado e essa palavra a menos pode ser congelamento..."

A eurodeputada apelou ao voto, brincando com a sigla da coligação.  "Os portugueses têm até domingo para derrotar a coligação PàF para que PàF signifique 'Passos agora Foste'."