Pedro Filipe Soares recusacomentar cenários pós-eleitorais, nomeadamente a hipótese de o Bloco de Esquerda se unir a outra força política, preferindo frisar a "emoção" com que o partido olha para os valores das primeiras projeções, que indicam que o BE pode ter entre 8 a 12% dos votos, acima da CDU.

"Lutámos muito para que a nossa proposta anti-austeridade e de alternativa de crescimento, de defesa dos salários e das pensões fizesse o seu caminho. Essa luta está a ter resultados positivos."


O bloquista que concorre pelo círculo eleitoral de Lisboa vincou que o partido espera agora que a direita não atinja a "maioria absoluta", pois esse é um dos objetivos do BE, "centrar nos deputados e deputadas eleitos a capacidade de fazer escolhas determinantes".

"Sabemos que ainda há a possibilidade de PSD e CDS terem maioria absoluta e gostávamos que isso não acontecesse por vários motivos. Ao perderem a maioria absoluta perdem também o Governo e esse foi um dos objetivos traçados, retirar à direita o Governo de Portugal e centrar na Assembleia da República, nos deputados e deputadas eleitos, a capacidade de fazer as escolhas determinantes. Esta é uma eleição para eleger deuptados e deputadas e nós acertámos nessa análise"


Sobre o facto de as projeções darem o Bloco como terceira força política, acima da CDU, Pedro Filipe Soares sublinhou que o partido não entrou nesta camapnha "em competição" com a coligação liderada por Jerónimo de Sousa, mas sim para "derrotar a asuteridade".

"Não houve competição com a CDU, entrámos para derrotar a austeridade."