A porta-voz do BE afirmou esta quarta-feira que a greve anunciada pelos trabalhadores da TAP é, precisamente, para «defender quem quer vir passar o Natal a casa e defender o turismo em Portugal».

«De facto, esta luta e greve dos trabalhadores, sendo marcada contra a privatização da TAP, é precisamente para defender quem quer vir passar o Natal a casa e defender o turismo em Portugal», disse Catarina Martins, no parlamento, após reunião com representantes dos funcionários da companhia aérea.

Mais de 10.000 clientes contactaram a TAP para pedir a anulação de reservas de voos ou a alteração de datas, devido ao pré-aviso de greve para os dias 27 a 30 de dezembro, informou hoje a companhia aérea, que contava com cerca de 130 mil reservas para o período da paralisação.

«O que o Governo quer é privatizar a TAP e, com isso, vai pôr em causa o turismo, poder-se vir a casa passar o Natal não este ano, mas em todos os anos», continuou a deputada bloquista, lembrando os processos de privatização da PT e da CIMPOR, por exemplo, como lesivos para Portugal.

Segundo a líder do BE, «a melhor forma de defender o país, de evitar problemas neste Natal e noutros, é o Governo desistir da privatização».

«Basta abandonar a privatização e temos a certeza de que este Natal os voos decorrerão com normalidade e de que, nos anos seguintes, também continuarão a acontecer com normalidade", disse.

Os 12 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP - grupo que entretanto o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), afeto à UGT, abandonou - convocaram uma greve de quatro dias, na sequência da recusa do Governo de suspender a privatização da companhia.