Catarina Martins acredita que "o Bloco de Esquerda vai ficar mais forte no domingo". A porta-voz do partido não definiu metas concretas para o partido atingir um bom resultado eleitoral, mas sublinhou que "é preciso que o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda saia reforçado" destas eleições, com "mais deputados e deputadas".

"É preciso que o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda saia reforçado das eleições, que possamos eleger mais deputados e deputadas com o compromisso intransigente das soluções que criam emprego, protegem saláruio, que defendem Portugal."

As palavras foram ditas esta terça-feira, à margem de uma ação de campanha na Lixa, em Felgueiras. A candidata às legislativas foi questionada sobre as sondagens que têm sido divulgadas nos útlimos dias e, apesar de sublinhar que as sondagens "dizem-nos pouco sobre a realidade" do país, vincou que, tudo indica que "no pior dos cenários", o partido apareça "com o mesmo resultado que teve em 2011".

"As sondagens dizem-nos pouco sobre a realidade. Em todo o caso, o que nos dizem ao Bloco é que, no pior dos cenários, aparece com o mesmo resultado que teve em 2011 e sabem bem como todos os outros cenários nos dizem que é possível fazer crescer."


Sobre a notícia avançada pela Antena 1, esta terça-feira, de que o Governo teria mandado alterar as contas da Parvalorem, empresa pública que ficou a gerir os ativos de má qualidade do antigo BPN, Catarina Martins não se alongou muito nos comentários, afirmando que "ainda não viu os números". Ainda assim, aproveitou o caso para deixar mais uma farpa à coligação: "Este Governo não governou para as pessoas, governou sempre a tentar disfarçar metas". 

"Não tive tempo de ver os números e os relatórios, mas uma coisa posso dizer: acho que ninguém tem dúvidas, neste país, de que este Governo não governou para as pessoas e governou sempre a tentar disfarçar metas que ainda por cima não alcançou. Esta notícia, não sendo uma que diga bem do Governo, também não surpreende ninguém."

Catarina Martins acrescentou que este tipo de "estratagemas" foram feitos vários vezes no país e por vários governos.
 

"Sabemos como este Govenro foi fazendo sempre alterações contabilísticas para cumprir metas do défice. Infelizmente este tipo de estragema foram feitas vezes de mais em Portugal e por vários governos."