o discurso de abertura do coordenador do partido, João Semedo.

No discurso, Semedo afirmou que «unidade e a diferença» são as marcas do partido, garantindo que os bloquistas não irão sair da IV Convenção «divididos ou resignados», sendo que pela primeira vez os delegados se dividem entre duas moções diferentes.

«Unidade e diferença, foi assim que chegámos aqui. Não estamos divididos, temos diferenças, sempre tivemos e sabemos crescer com elas», afirmou o coordenador do partido, dirigindo-se aos delegados à IX Convenção do BE.

«Podem desiludir-se, não estamos aqui nem vamos sair daqui divididos ou resignados. Não é esse o BE que somos. Como tantas vezes dissemos na campanha das europeias, estamos aqui de pé, podem contar connosco para vencer a austeridade e a direita», afirmou Semedo, considerando a convenção uma «má notícia» para quem quer condenar o bloco à «irrelevância política».

«São os nossos problemas e vamos encontrar respostas comuns na diversidade das propostas para os solucionar", disse Semedo, considerando que a mudança ao nível da direção e da bancada parlamentar ocorrida há dois anos "ajudou a mandar a identidade» do partido.

Semedo recordou ainda o legado dos fundadores do partido, advertindo que, tal como no passado, o BE «precisa de todos».

"Não há qualquer grupo que seja capaz de fazer o que todos somos capazes de fazer, somos todos o BE, um partido unido na diversidade", apelou.

A mesa da IX Convenção é composta por Helena Pinto, António Silva, Luís Gomes, Maria José Vitorino, Pedro Santos Costa, Margarida Santos, Adelino Mota e Ana Maria Oliveira e Marisa Matias, que está a conduzir os trabalhos.

No palco vermelho e azul, onde o encarnado é dominante, lê-se num ecrã «Romper com a austeridade: paz, pão, habitação, saúde, educação».