A porta-voz do BE acusou hoje o primeiro-ministro de ter mentido duas vezes sobre a dívida pública, considerando que radicalismo e irresponsabilidade é minar a economia e o Estado social em nome de uma dívida "maior do que nunca".

A dívida pública portuguesa atingiu, em agosto, 229,1 mil milhões de euros, mais 2,2 mil milhões de euros do que no mês anterior, revelou esta quinta-feira o Banco de Portugal, que reviu também em alta o valor da dívida de 2014.

A reação de Catarina Martins não tardou e, após uma ação de campanha nos Bombeiros Voluntários de Vizela, distrito de Braga, acusou o primeiro-ministro de ter mentido duas vezes, já que não é verdade, como disse Pedro Passos Coelho, que a dívida tenha aumentado só 30 mil milhões de euros, nem que a dívida não tenha aumentado a partir de 2013.

"É um Governo que criou dívida como nenhum outro Governo em democracia e fez isso ao mesmo tempo que empobrecia o país. Radicalismo e irresponsabilidade é um país que mina toda a economia e todo o Estado social em nome da dívida e o resultado final que tem é a dívida maior do que nunca", criticou.


A deputada bloquista considerou que "o maior problema que o país tem é a dívida pública" e "sobre isso não pode haver nenhuma dúvida".

"Os dados que conhecemos hoje sobre a dívida mostram que a dívida nestes anos aumentou 60 mil milhões de euros, que nunca parou de aumentar e, ao contrário do que o Governo dizia, que ia ficar nos 124% do PIB, está em 130%", explicou.


Catarina Martins fez as contas: "quando este Governo assumiu funções, a dívida pública eram 106% do PIB. Hoje são 130% do PIB e mais 60 mil milhões de euros de dívida".