A campanha do BE nos Açores arrancou este sábado no Mercado da Graça, em Ponta Delgada, onde a porta-voz, Catarina Martins, afirmou que as políticas de austeridade geraram vagas de emigração "como já não existiam há muito tempo".

Acompanhada pelo cabeça de lista pelo círculo dos Açores às legislativas de outubro, António Lima, e por apoiantes com bandeiras do partido, Catarina Martins distribuiu panfletos, cumprimentou vendedores e clientes, provou queijo de São Jorge e lembrou o trabalho feito para desenvolver a região, ganhar “perspetivas de futuro” e travar a emigração.

“Vê-se como a política de austeridade deitou por terra todo o esforço, todo o trabalho que aqui foi feito, todo o investimento que aqui foi feito, quando as novas gerações se veem obrigadas a fazer o mesmo percurso que fizeram os seus pais e os seus avós. Estamos aqui nos Açores para dizer que não tem de ser assim, que o que foi conseguido com o desenvolvimento pode ser conseguido outra vez, é preciso é travar a austeridade”, afirmou aos jornalistas.

Para Catarina Martins, o arquipélago, de onde partiram muitas pessoas para a América do Norte ao longo dos anos, é um dos sítios onde “as pessoas percebem melhor a crise” que Portugal atravessa e constitui mesmo um símbolo dessa crise.

Para enfrentá-la, acrescentou, são precisas novas soluções que o “rotativismo entre PS e PSD” não permite criar e que o Bloco de Esquerda apresenta: “proteger as pensões, proteger o emprego, proteger a dignidade de quem trabalha em Portugal”, para que a economia cresça e as novas gerações permaneçam no país.

Durante a visita pelas bancas do mercado de Ponta Delgada, a porta-voz bloquista ouviu precisamente alguns comentários de vendedores e clientes sobre a necessidade de mudança no Governo e ainda recolheu elogios.

“É muito bem-falante. Porque é que tem de se votar sempre nos grandes partidos? Se é para mudar, mais vale votar nela”, comentava um vendedor com os colegas, depois de receber um folheto.

Mais à frente, uma compradora partilhava a opinião: “Ela fala muito bem. Se fizesse tudo o que diz, era muito bom”.