A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou na sexta-feira à noite que o Governo tem “ao seu alcance” a possibilidade de baixar o preço da energia no próximo ano para as famílias e empresas.

Esta possibilidade, segundo a líder bloquista, surgiu após a aprovação de uma proposta do BE durante a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), que “obriga a descer os lucros exagerados do setor energético”.

O Governo tem ao seu alcance todos os instrumentos para que, no próximo ano, a luz seja mais baixa para todas as famílias e para todas as empresas”, acentuou.

A dirigente bloquista falava aos jornalistas à margem de uma sessão sobre o OE2018 com militantes do partido, que se realizou no espaço cultural da Igreja de São Vicente, em Évora.

Catarina Martins disse que foi aprovada “uma redução das rendas pagas ao setor energético que é significativa”, indicando que a alteração vai “diminuir os sublucros do setor das renováveis, que equivale a 250 milhões de euros”.

Esta medida, juntando-se às medidas de renegociação dos contratos da energia convencional que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) já disse que têm de ir para frente, pode significar a baixa da fatura energética para todo o país”, referiu.

Para a coordenadora do BE, a redução do preço da eletricidade “tem um impacto fortíssimo nas famílias, porque é mais salários e pensão ao fim do mês”, assim como nas empresas, porque a energia é “um dos maiores custos de contexto”.

“Não é uma medida que acabe com todos os lucros excessivos do setor energético, não deixaremos de lutar por outras medidas no futuro, mas é a primeira vez que existe uma medida significava que pode permitir efetivamente baixar a conta da luz em 2018”, frisou.

Considerando que “as elétricas têm tido lucros muito exagerados no nosso país”, Catarina Martins sublinhou que “Portugal é um dos países da Europa que tem a energia mais cara”.

“Agora, o Governo tem todos os mecanismos para, baixando a fatura energética, compensar as famílias das perdas que têm tido de faturas da EDP que são abusivas ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, dar um incentivo à capacidade produtiva do país”, acrescentou.