O Bloco de Esquerda (BE) criticou, nesta quarta-feira, no parlamento, o "fanatismo ideológico" do Governo, executivo "pequenino" que fica para a história mas "não fará história".

O "fanatismo ideológico de quem deixa as pessoas para trás para colocar os negócios à frente" foi criticado pelo líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, que falava na reunião de hoje da Comissão Permanente da Assembleia da República.

A Comissão Permanente, órgão que funciona fora do período de funcionamento efetivo da Assembleia da República, está reunida esta tarde e é - aparte algum imprevisto - o último encontro parlamentar entre as várias forças políticas antes das eleições legislativas de 4 de outubro.

O BE, na sua intervenção, apelou a que as legislativas que se avizinham sirvam não só para "mudar as caras" dos intervenientes políticos mas também "as políticas" que têm sido seguidas.

As privatizações do executivo liderado por Pedro Passos Coelho, nomeadamente as recentes do Metro do Porto e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), integraram a segunda metade da intervenção de Pedro Filipe Soares, que começou por abordar a "enorme crise humanitária que é a crise dos refugiados".

"Todos os dias nos chegam notícias de terror, histórias de vida e histórias de morte", vincou, acrescentando: "Esta é uma questão de direitos humanos. Temos de ser grandes e estar à altura da situação."

Posteriormente, o bloquista criticou o "Governo pequenino que não percebe o momento histórico" que se vive e "não sabe o que significa solidariedade nem com os seus nem com os outros".