Por: tvi24 / CP | 2- 9- 2010 18: 2
O ministério da Defesa afirmou esta quinta-feira que a Steyr «não correspondeu às exigências» feitas Estado português até
ao fim de Agosto e adiantou que «estão em curso diligências», considerando no entanto ser «prematuro» divulgá-las.
«O
prazo relativo à primeira interpelação admonitória [31 de Agosto] terminou, não tendo o fornecedor correspondido às exigências
contidas nessa interpelação. Em consequência, estão em curso as diligências decorrentes desse incumprimento, sendo, neste
momento, prematuro especificá-las publicamente», disse à agência Lusa fonte oficial do ministério da Defesa Nacional.
A
mesma fonte acrescentou que «o Estado usará os meios legais e contratuais de que dispõe para fazer valer os seus direitos»,
não adiantando se a hipótese de denunciar o contrato com a empresa austríaca Steyr Daimler Puch continua em cima da mesa,
depois de ter sido admitida pelo secretário de Estado da Defesa.
Já Silke Buss, responsável pela agência de comunicação
que representa a Steyr, disse à Lusa que a empresa não faz qualquer comentário sobre o assunto.
Marcos Perestrello
tinha apontado o mês de Agosto como data limite para que a empresa austríaca, a quem Portugal comprou 260 viaturas blindadas
de rodas Pandur II, respondesse à advertência do Governo português sobre os problemas com o equipamento e o atraso na sua
entrega.
A 20 de Agosto, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, frisou a insatisfação da tutela em relação à
execução do contrato, referindo que já deveriam ter sido entregues 166 viaturas mas que só existem 21 «em condições de operação»,
apesar de no total 120 estarem já nas mãos do Exército.
A compra das Pandur envolve um montante de 364 milhões de
euros, com 516 milhões de contrapartidas para Portugal.
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