O vice-presidente do PSD Carlos Carreiras criticou hoje a estratégia da oposição no caso Banco Espírito Santos (BES), lamentando a atitude permanente de «dizer mal por dizer mal».

«Do ponto de vista da oposição saiu claramente ao lado, aquilo que é uma atitude permanente de dizer mal por dizer mal e de não apresentar soluções, em alguns casos até manifestando uma grande impreparação nas questões que estavam a ser colocadas», afirmou o vice-presidente do PSD Carlos Carreiras, a propósito da ida na quinta-feira da ministra das Finanças e do governador do Banco de Portugal ao parlamento para prestarem esclarecimentos sobre o caso BES.

Elogiando a prestação da ministra das Finanças e do governador do Banco de Portugal, que prestaram «esclarecimentos ao pormenor», Carlos Carreira contrapôs a «falta de razões e objectividade da oposição».

«Quem teve oportunidade de assistir às duas intervenções, quer da ministra das Finanças, quer depois ao governador do Banco de Portugal, pode ter a consciência clara, se tiver uma avaliação independente, da falta de razões e falta de objectividade por parte da oposição e dos esclarecimentos que foram prestados ao pormenor», disse.

Carlos Carreira, que falava numa conferência de imprensa na sede do partido convocada para falar sobre o aumento das exportações divulgados hoje de manhã pelo Instituto Nacional de Estatística, foi ainda questionado sobre as declarações proferidas também na quinta-feira pelo presidente do Novo Banco, Vítor Bento, sobre uma reestruturação da instituição e a possibilidades de ocorrerem despedimentos.

«Não foi um dado confirmado, não é dado que esteja assumido», disse acerca da hipótese de ocorrerem despedimentos no Novo Banco.

Relativamente ao pedido de demissão de Henrique Granadeiro do conselho de administração da Portugal Telecom PT), o vice-presidente do PSD lembrou apenas que a PT é uma empresa privada e que os sociais-democratas não têm qualquer posição sobre essa matéria.

Quanto ao facto de as recentes declarações do ministro da Economia, Pires de Lima, sobre «a desfaçatez verificada da PT», poderem ter contribuído para o pedido de demissão de Henrique Granadeiro, Carlos Carreira disse que se trata apenas de «especulação».