O presidente da Câmara de Loures (CDU) comparou esta sexta-feira o Governo a «um resíduo que tem de ser eliminado o mais depressa possível», e acrescentou que ainda é possível travar a privatização da Empresa Geral do Fomento.

«Como temos visto ao longo desta semana este é um Governo moribundo. Este Governo é um resíduo que tem de ser eliminado o mais depressa possível», afirmou Bernardino Soares perante centenas de manifestantes que rumaram em cortejo desde o Largo do Rato até ao parlamento, em protesto contra a privatização da EGF, sub-holding do Grupo Águas de Portugal.

O autarca disse ainda acreditar ser possível «travar a privatização» da EGF e assim manter a maioria de capital público e defender os interesses dos munícipes.

A EGF é responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos, através de 11 empresas concessionárias, entre as quais a Valorsul, que atua em 19 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da zona Oeste, também acionistas.

«A privatização da EGF é um crime económico pois visa colocar nas mãos de privados interesse públicos. É um crime social e laboral pois afeta os direitos dos trabalhadores. É um crime ambiental porque não estão garantidos os níveis de segurança que hoje existem. E é também um crime contra os municípios, que são parte fundamental e não podem ser postos de parte», salientou Bernardino Soares.

Para o autarca de Loures, a privatização da EGF «só serve e só defende os interesses dos privados».

A manifestação de hoje foi organizada pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, organizações sindicais e Associação de Municípios da Região de Setúbal.