«O problema não é quem está a lutar pela TAP, o problema é mesmo o processo de privatização que um Governo em final de mandato quer levar até ao fim, sem condições nenhumas objetivas para o poder fazer com a responsabilidade que o momento exige.»






















«No processo de privatização da TAP, também não conhecemos os documentos complementares ao caderno de encargos, não conhecemos avaliações financeiras, não conhecemos estudos comparativos, ou seja, não conhecemos nada.».






«Temos pedido há vários meses que gostaríamos de conhecer os documentos, porque o Governo esconde muitas coisas. Algum motivo o Governo terá para esconder, o que é uma atitude totalmente irresponsável.»




«Isto não altera nada. Para nós, a grande questão de fundo continua a ser o problema da privatização da TAP. Nesse sentido, a questão central colocada é a da luta contra essa privatização.»


Os pilotos da TAP aprovaram na terça-feira uma greve de 10 dias, com início a 1 de maio.

Em causa estão as pretensões dos pilotos sobre as diuturnidades e sobre a obtenção de 20% do capital da companhia aérea, aquando da sua privatização, que deverá estar concluída até ao final desta legislatura. O Sindicato dos Pilotos anunciou que a TAP e o Governo procuram «valorizar artificialmente» a companhia perante os potenciais investidores, «encobrindo os prejuízos exorbitantes» que «os seus gestores lhe infligiram».

O Governo manifestou-se surpreso com a possibilidade dos pilotos porem em causa o acordo estabelecido com o Governo na véspera de Natal, que permitiu desconvocar quatro dias de greve, e recorrer à greve.

Os candidatos à compra do grupo TAP têm que entregar as propostas vinculativas até às 17:00 de 15 de maio.