A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu esta segunda-feira que é preciso retomar o investimento na escola pública a um nível aceitável, considerando que este nunca deveria ter descido dos 6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Numa ação de pré-campanha autárquica na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria, Catarina Martins considerou que "no país é preciso fazer uma escolha" porque não é possível ter "escolas públicas de primeira e escolas públicas de segunda".

É preciso retomar uma trajetória de investimento na escola pública a um nível aceitável. Neste momento a escola pública fica-se por 5% de investimento em percentagem do PIB. Nunca devia ter descido dos 6% do PIB", considerou.

Segundo a líder bloquista, estes são "indicadores mínimos, considerados internacionalmente", defendendo ser preciso fazer um esforço para "ter um orçamento mais equilibrado, que distribua pelos setores fundamentais - como a educação, a saúde - esse investimento".

"As obras mais urgentes nas escolas com mais problemas e também para retirar o amianto ficava em 320 milhões de euros. É um programa que tem que ir para a frente. Nós achamos que já devia ter ido para a frente o ano passado. Não foi", exemplificou.

Além disso, segundo Catarina Martins, "a escola pública tem desafios vários a que é preciso responder porque cada ano em que não se investiu foi um ano em que as coisas ficaram mais difíceis e, portanto, as necessidades de investimento vão aumentando".

As questões de investimento têm que ser acompanhadas por tratar bem quem trabalha nos serviços públicos, ter um corpo docente e não docente estável em todas as escolas do país. Essa é uma obrigação do Estado e uma obrigação das autarquias", relacionou ainda.

Catarina Martins pede "em todo o país escolas públicas bem equipadas, que respondam da melhor maneira a todas as populações".

"Precisamos que esse seja um esforço conjunto do Estado e das autarquias porque, por exemplo, o esforço que foi feito aqui em Leiria, para a apoiar mais a escola pública, acabando com a contratualização excessiva dos colégios privados, é em parte contrariado pelo investimento da autarquia que depois não tem transportes que sirvam a escola pública", exemplificou.