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Estado a mais, Estado a menos e o glamour do pessimismo

Líder do BE acusa Sócrates de se colocar ao lado de Passos Coelho. Primeiro-ministro recusa traçar ser optimista

Por: Hugo Beleza / Filipe Caetano  |  15- 7- 2010  17: 9

Francisco Louçã

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José Sócrates defendeu a necessidade de mais Estado para fazer frente às dificuldades que Portugal enfrenta. Porém, para o líder do BE, Francisco Louçã, as políticas do Governo apontam para o sentido contrário. O deputado bloquista diz que o primeiro-ministro alinha ao lado de Pedro Passos Coelho na subida de impostos e nas privatizações.

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«Estão de acordo sobre o Estado a menos», acusou Louçã, desta forma, José Sócrates, dizendo que fez um acordo com o líder do PSD para impor novas cargas fiscais. «Com quem é que aumentou os impostos?», questionou. «Não diga que foi Passos Coelho. Foram os dois. Estão de acordo sobre o Estado a menos».

Depois do cenário de recuperação traçado pelo primeiro-ministro, o líder do BE passou-lhe um risco por cima: «Não estamos num oásis». «Não é este Governo que constrói hospitais para os entregar aos grupos privados?».

No tom habitual que marca o seu discurso, Francisco Louçã puxou novamente da ironia para dizer que o «investimento público mais importante do século XXI foi o BPN». Pergunta e resposta: «Criou emprego? Não criou emprego».

O «Estado a menos» deste Governo, para os bloquistas, é a política de privatizações. «É vender os correios, é vender a Galp», disse Louçã, juntando a esta lista ainda «aeroportos e EDP».

«Os portugueses vão pagar impostos para cobrir os dividendos que não se recebem de empresas que são monopólios», assinalou.

Na resposta a estas críticas, José Sócrates acusou Francisco Louçã de estar «em campanha permanente» e de se orientar «apenas pela táctica, pelo calculismo».

O primeiro-ministro recusou ainda embarcar em qualquer optimismo fácil. «Sou uma pessoa determinada, mas não me considero um optimista, mas também não acompanho o glamour do pessimismo».

Numa tirada final, José Sócrates não resistiu em trazer para o debate um tema do negócio PT/TVI, depois de ter sido acusado de fazer alianças com o PSD: «Uma coisa que nunca farei é uma aliança com nenhum outro partido para comissões de inquérito com o único desígnio de atacar o PS».

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