«Quando falamos de rever o acordo técnico, estamos a falar, a circunscrever o impacto desta decisão apenas à base das Lajes e o que eu acho é que a forma como este processo foi conduzido pelos Estados Unidos da América merece uma resposta mais firme, mais determinada, da parte do Estado português», disse Vasco Cordeiro, numa entrevista à RTP, acrescentando que, «naturalmente, tem de ser desencadeada a revisão do acordo [todo]».


«Durante os últimos dois anos, os mais variados níveis de representação política e institucional do nosso país demonstraram aos EUA que esta era uma decisão que necessitava ser modelada, era uma decisão que, como fora anunciada, não deveria ir avante», sublinhou, repetindo a expressão «monumental bofetada na casa do Estado português», que utilizou no dia em que se soube da decisão norte-americana.






«Se é certo que, do ponto de vista militar, há muito que nos distingue, do ponto de vista do interesse comercial se calhar, não há assim tanto», afirmou, admitindo a possibilidade de serem avaliadas «as pretensões que podem existir quanto à rentabilização das instalações que existem nos Açores, no meio do atlântico, para um conjunto de interessados que podem ter uma comunhão de interesses» com os nacionais.