A candidata presidencial Maria de Belém disse esta terça-feira esperar que "esteja tudo assegurado em termos da estabilidade do sistema financeiro português" e, concretamente sobre a situação do Banif, realçou a existência do fundo de garantia dos depositantes.

Em declarações aos jornalistas à margem de um jantar com centenas de apoiantes, a decorrer hoje em Lisboa, Maria de Belém foi questionada sobre a situação do Banif, começando por responder que os candidatos à Presidência da República "não têm informação direta das entidades que cuidam desta questão", que são o Governador do Banco de Portugal e o Governo, manifestando grande expectativa e esperança de que "esteja tudo assegurado em termos da estabilidade do sistema financeiro português".

"Especificamente a situação do Banif (...), não tenho informação sobre o assunto, mas sobre os depositantes, como sabem, existe o fundo de garantia dos depositantes que protege depósitos até os 100 mil euros", disse apenas, acrescentando que "nesse contexto funcionará o mecanismo que está adequado a salvaguardar a segurança dos depositantes".


Para a candidata presidencial, o sistema financeiro português "é necessário para o financiamento da economia e é indispensável", não sendo "indiferente num mundo globalizado que possa existir uma banca qualquer", uma vez que não é a mesma coisa se esta for internacional.

"Aquilo que eu acho, é que temos que confiar nas entidades oficiais, no sentido de que tudo corra dentro da normalidade", defendeu.


Perante a insistência dos jornalistas, Maria de Belém respondeu dizendo que as últimas notícias que tinha visto "foram relativas à sua estabilidade [do Banif] e à possibilidade de estar resolvido o problema da capitalização".

"Não há opiniões de candidatos à Presidência da República sobre uma matéria desta natureza, tão melindrosa e que é da competência própria de instituições. Eu estou preocupada com tudo aquilo que possa causar problemas à economia portuguesa e, evidentemente, o sistema financeiro português deve ter estabilidade", enfatizou.


Para a ex-presidente do PS, a "grande preocupação é relativamente à capacidade de financiamento da economia portuguesa", que deve "assentar num sistema financeiro português sólido, porque só esse é que sabe interpretar bem a cultura das empresas portuguesas".