O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social congratulou-se este sábado por o Governo poder, “de cabeça erguida, prestar contas” do trabalho feito nos últimos quatro anos porque, contrariamente ao anterior executivo, “tem as contas certas”.

“Estamos aqui hoje para prestar contas e eu sei que o simples facto de dizermos isto pode parecer, nomeadamente para o Partido Socialista, quase um confronto, mas uma das coisas de que este Governo se orgulha é de, passado quatro anos, poder, de cabeça erguida, prestar contas exatamente porque tem as contas certas”, afirmou Pedro Mota Soares durante a conferência “Estado Social e Demografia”, realizada no Porto pela coligação PSD/CDS-PP.

Questionando se há quatro anos “alguém imaginava que o anterior Governo podia fazer uma sessão como esta e apresentar contas do trabalho que tinha feito”, Mota Soares salientou que, “quatro anos depois, e depois de um tempo muito difícil e de um resgate, se voltou a uma nova normalidade” e é possível “estar a fazê-lo”.

“E até com coisas que são bastante impressionantes”, sustentou, salientando que, “mesmo com a ‘troika’” em Portugal “e mesmo com as restrições financeiras que o país teve, foi possível dar mais médicos de família a mais portugueses do que aqueles que, neste momento, o Partido Socialista promete para os próximos quatro anos e foi possível abrir mais unidades de saúde familiar do que aquelas que o Partido Socialista promete para os próximos quatro anos”.


“Herdámos um país que não tinha crescimento económico previsto, com um gravíssimo problema de divida e de défice e com juros incomportáveis. Hoje, recuperamos a nossa soberania e há sinais de recuperação da economia e do emprego”, afirmou o ministro.

Recordando que “o Governo sempre disse que esta legislatura teria dois momentos - um primeiro momento dedicado à consolidação das contas públicas e outro dedicado ao crescimento, à recuperação do emprego e às famílias”, Mota Soares disse viver-se hoje esta segunda fase e considerou essencial “garantir que a história não se volta a repetir”.

“Portugal cometeu erros no passado e esse é um caminho que não queremos voltar a trilhar, porque tudo o que Portugal fez nos últimos anos tem que ter valido a pena” e não “devemos recuperar o passado que nos afundou”, sustentou.