O ministro da Defesa português avisou esta quinta-feira em Díli que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está num momento de viragem e precisa de dar “passos significativos de empenho comum”.

"Acredito que estamos numa situação de viragem, que se traduz definitivamente numa consolidação e numa decisão de avançar - porque parar é recuar.”

Caso contrário, é sinal que os países se contentam “com um papel não tão forte da CPLP, declarou Azeredo Lopes, à margem da XVII reunião dos ministros da Defesa, que decorre em Díli.

Segundo o governante, "a posição de Portugal, que sempre foi um dos grandes defensores da CPLP, será sempre a de reforçar, de uma maneira moderna e responsável essa cooperação no quadro desta organização".

Para o ministro português, este é um momento crucial em que se aproveita a viragem ou então há "um problema quanto ao papel da CPLP", que, a completar 20 anos, "tem que definitivamente saber qual o caminho que deseja".

"Não pode ser uma organização de eternas promessas e sobretudo deve compreender que o papel da organização num mundo que mudou muito" e de "forma significativa”, avisou.

“Há hoje um fortalecimento de mecanismos mais formais ou menos formais de relações entre os Estados, coisa que não se verificava com tanta intensidade em 1998", data da sua fundação, disse.

Afirmando que o assunto tem que ser encarado "de forma descomplexada", Azeredo Lopes disse que ou a CPLP dá "passos significativos de empenho e de empenho comum neste destino comum ou então com certeza que a CPLP não terá um papel tão relevante" no futuro.