As associações profissionais de militares pediram hoje ao novo ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, que tenha mais abertura ao diálogo do que o anterior governante, manifestando mais preocupação em relação às políticas do que ao nome do estreante.

O nome de Azeredo Lopes foi uma das surpresas do XXI Governo que quinta-feira toma posse, assumindo o ministério da Defesa Nacional, tendo à agência Lusa o secretário-geral da Associação de Oficiais das Forças Armadas, Manuel António Mota, se escusado a comentar pessoas já que a preocupação é com “as políticas que são seguidas”.

“Temos esperança sempre renovada, embora com muitas desilusões pelo caminho, que possamos encontrar no Dr. Azeredo Lopes aquilo que não encontrámos claramente no Dr. Aguiar-Branco. Esperamos que seja uma pessoa que se preste ao diálogo”


A Associação de Oficiais das Forças Armadas está completamente disponível “para o diálogo, para trabalhar, até porque há uma série de dossiês que estão pendentes e que são de uma importância muito grande”, como é o caso do estatuto dos militares das Forças Armadas, da questão da assistência na saúde aos militares e do Instituto da Ação Social das Forças Armadas.

No mesmo sentido, o presidente da Associação de Praças, Luís Reis, disse à Lusa que “todas as pessoas que iniciam novas funções e até prova em contrário são todas potenciadoras de bom diálogo, de boas intenções” e que “mais importantes do que as próprias pessoas são as políticas que são assumidas pelo Ministério da Defesa”.

“Era importante que houvesse por parte do novo ministro uma prática de recebimento das associações para que em conjunto possamos contribuir para melhorar o atual estado de situação em que as Forças Armadas se encontram”, disse Luís Reis, considerando que é indiferente o perfil do novo ministro.

Pela Associação Nacional de Sargentos, António Lima Coelho, reiterou esta ideia da importância das políticas a seguir, em detrimento do comentário ao nome do ministro da Defesa Nacional escolhido por António Costa.

“O facto de ser uma pessoa de uma área diferente, poderá trazer aqui alguma abertura e contrariar aquilo que foi a prática do ministro cessante, uma prática de total ausência de diálogo, de iludir os cidadãos com afirmações que não corresponderam à verdade e esperamos de um homem que até esteve na comunicação que haja abertura para o diálogo”, observou.

Norberto Bernardo, presidente da Associação dos Militares na Reserva e na Reforma, manifestou boas expectativas em relação ao nome de Azeredo Lopes, destacando o “magnifico currículo” do novo ministro.

“A média etária dos nossos associados são 74 anos e o que nós necessitamos é cada vez mais cuidados de saúde e a associação social complementar”, enumerou.