O ministro da Defesa Nacional admite ter havido falta de informação sobre os acidentes em cursos de comandos, em anos passados.

Em entrevista ao jornal Público, Azeredo Lopes destaca que o exército fez uma "demonstração exemplar de transparência ao iniciar imediatamente averiguações, ao ir dando, passo a passo informações sobre o estado de saúde dos jovens”.

"É de realçar que o Exército deu uma demonstração exemplar de transparência ao iniciar imediatamente averiguações, ao ir dando, passo a passo, informações sobre o estado de saúde dos jovens. Isso, que sei bem que pode não ter sido um padrão no passado, é um facto que tenho obrigação de destacar. Por isso disse que, no meio desta tragédia, o Exército saiu mais forte", afirmou.

O ministro da Defesa Nacional traça um antes e depois na atitude quanto aos acidentes ocorridos a 4 de Setembro, em Alcochete, nos cursos de comandos ao reconhecer que, no passado, a informação não foi o padrão.

A transparência que diz vigorar agora reforçou o Exército, mas a divulgação dos resultados das autópsias dos dois instruendos mortos ainda não está decidida. Depende do equilíbrio entre os direitos à informação e de personalidade.

O ministro diz que está em análise o modelo daqueles cursos, sem questionar a exigência própria a tropas especiais e sem pôr em causa a vida.  

Azeredo Lopes revela que a cultura de Defesa vai ser divulgada nas escolas. O ministro afirma ainda que em finais de Outubro estará concluído o relatório sobre eventuais práticas homofóbicas no Colégio Militar e que em Novembro haverá propostas de Portugal para o futuro da base das Lajes.