O presidente da República disse hoje esperar que as avaliações da troika iniciadas hoje «não comprometam» a recuperação da economia nacional e que tenham em «atenção» os sacrifícios que já foram pedidos aos portugueses revelando «bom senso».

«Espero que eles conheçam bem a situação económica do país e que revelem bom senso», disse Aníbal Cavaco Silva, afirmando ainda esperar que seja tida em conta «a situação económica e social do país» e «aquilo que já foi conseguido», bem como «os sacrifícios que têm sido pedido aos portugueses e a forma responsável com que os portugueses tem respondido».

Em Guimarães, à margem de uma visita ao parque tecnológico AVePark, Cavaco Silva disse ainda que a posição de Portugal nas negociações internacionais «não é muito forte» e que saber por «experiência» própria que estas negociações são «sempre difíceis».

A troika - composta pelo Banco central Europeu, a Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional - iniciou hoje a oitava e nona avaliação ao programa de ajuda externa a Portugal.

«Espero que essa avaliação não comprometa a recuperação da economia que começou a verificar-se no segundo trimestre deste ano. Todos os indicadores apontam para que a economia continuar a evoluir de forma positiva ainda no terceiro trimestre», afirmou Cavaco Silva.

Segundo Cavaco estas negociações não são fáceis e podem não ter o desfecho mais desejado para Portugal.

«Sei por experiencia própria que as negociações são sempre difíceis a nível internacional e nem sempre se consegue obter aquilo que nos desejamos», apontou.

Aliás, considerou, «Portugal tem uma posição nas negociações internacionais que não é muito forte pelo facto de não poder prescindir dos financiamentos internacionais».

Cavaco Silva esteve esta manha no Porto numa visita a uma fábrica de colas e visitará, ainda esta tarde, mais duas empresas em Vila Nova de Famalicão no âmbito da iniciativa «Economia Real: Empreendedores que não se resignam».