O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, manifestou-se, neste domingo, “muito satisfeito” com o eventual apoio do PS à sua recandidatura que, prometeu, “será sempre uma candidatura independente”.

O CDS já manifestou interesse em apoiar, saber que o PS apoia deixa-me muito contente, muito satisfeito, mas será sempre uma candidatura independente e as candidaturas independentes não podem por definição fazer coligações, não podem por lei”, disse o autarca.

O secretário-geral do PS manifestou hoje de forma implícita um apoio à possibilidade dos socialistas apoiarem a recandidatura do independente Rui Moreira à presidência da Câmara Municipal do Porto, assim como renovarem a experiência autárquica do Funchal.

Falando na sessão de encerramento do 21.º Congresso Nacional do PS, embora sem mencionar o caso concreto do Porto, António Costa defendeu que militantes socialistas devem poder apoiar listas lideradas por um presidente de Câmara independente quando essas experiências autárquicas correram bem.

Não tenho nenhum acordo formal com o PS, nem o pedi, o PS trata do assunto dentro daquilo que é o seu calendário, tem feito as audições que tem feito, junto com os seus eleitores. Eu irei apresentar uma lista e convidarei aqueles que eu considero que são os melhores e espero, naturalmente, apoio do PS, do CDS, de outros partidos, cidadãos independentes e de muitas pessoas para que consigamos formar uma lista que mereça mais uma vez o apoio maioritário dos cidadãos do Porto”, disse Moreira.

O autarca, que falava aos jornalistas depois de acompanhar a visita do Presidente da República à Irmandade dos Clérigos, reafirmou que o seu movimento “continuará independente”.

Apresentar-nos-emos às eleições, eu serei seguramente cabeça da lista à Câmara Municipal do Porto e o presidente da Assembleia Municipal será seguramente o meu escolhido para ser cabeça de lista para Assembleia Municipal. Depois, o resto decorre naturalmente”, afirmou.

Segundo Rui Moreira, “o eleitorado não é pertença de ninguém, ninguém pode pensar que é proprietário do voto das pessoas, neste caso da cidade não se trata de opções ideológicas, trata-se de escolhas pela cidade que nós na altura anunciamos e a que nos mantemos fiéis, em relação à cultura, coesão social e economia”.

“Temos sido fiéis a esse programa, que atrai pessoas quer da esquerda, quer da direita e não atrai outras que acham que este programa não é o mais adequado e com certeza surgirão alternativas. Não acredito que sejamos os únicos candidatos, não me parece que estamos no partido único, isso de facto seria deplorável, mas, naturalmente que compreendem, fico satisfeito que reconheçam o nosso trabalho”, disse.

O autarca lembrou ainda que da sua equipa “fazem parte muitas pessoas, e algumas deles são militantes do Partido Socialista, como é o caso do dr. Manuel Pizarro que tem sido de uma grande lealdade e também de uma grande competência, como têm sido outros vereadores mas, neste caso, porque estamos a falar do PS, quero dizer aqui mais uma vez que o dr. Manuel Pizarro tem sido um excelente parceiro e de uma extraordinária lealdade”.