A secretária-geral adjunta do PS definiu, nesta quarta-feira, como "prioridade absoluta" a vitória dos socialistas nas eleições autárquicas de 2017 e nas regionais dos Açores em 2016, e defendeu que acabaram as fações no seu partido.

As palavras foram proferidas por Ana Catarina Mendes no final da reunião da Comissão Nacional do PS, que elegeu a Comissão Política e os órgãos de direção partidária, o Secretariado Nacional e a Comissão Permanente.

Interrogada sobre a presença de seis presidentes de câmaras entre os 15 efetivos no Secretariado Nacional do PS, a "número dois" da direção dos socialistas frisou em primeiro lugar que todos os membros do seu partido estarão empenhados nos próximos desafios eleitorais.

"A secretária-geral adjunta do PS toma como prioridade absoluta o combate eleitoral autárquico. Será organizada nos próximos tempos uma comissão técnica eleitoral e o reforço de presidentes de câmaras [nos órgãos de direção] traduz que as autárquicas são absolutamente essenciais, desde a Freguesia até à Câmara Municipal", afirmou.

Confrontada com declarações controversas proferidas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que admitiu que as eleições autárquicas poderiam representar um fim de ciclo na política portuguesa, Ana Catarina Mendes contrapôs que esse ato eleitoral poderá antes ser "o início de um ciclo muito auspicioso com grandes vitórias".

Questionada sobre a inclusão no Secretariado Nacional do PS de Eurico Brilhante Dias, que foi porta-voz para as questões económico-financeiras durante as lideranças de António José Seguro, a secretária-geral Adjunta dos socialistas advogou que, no seu partido, "não há fações ou sectarismo".

Há um partido unido em torno daquilo que é essencial: o combate político", respondeu.

Já sobre a ausência de membros do Governo socialista no Secretariado e na Comissão Política do PS, Ana Catarina Mendes afirmou que "o que o Secretariado Nacional do PS demonstra é que há mais vida para além do Governo".

O PS reforça aqui a sua autonomia, não deixando de apoiar o Governo. Não porque não se confie nos membros do Governo, mas porque os dirigentes do Secretariado e da Comissão Permanente têm de estar disponíveis para ação política quotidiana do PS", completou.

Ana Catarina Mendes defendeu ainda que a sua equipa tem elementos de vários setores profissionais da sociedade portuguesa, "o que ajuda ao aprofundamento da análise e do debate político" e que também "é representativa do ponto de vista territorial".