O Movimento Revolução Branca (MRB) interpôs já 13 providências cautelares contra as candidaturas de presidentes de câmaras a outras autarquias, mas só duas delas, em Lisboa e no Porto, é que foram analisadas pelos tribunais.

De acordo com Pedro Pereira Pinto, do MRB, nos casos em que já houve uma decisão do tribunal relativamente às ações interpostas, a maior parte delas relativas a candidatos do PSD e da CDU, os tribunais não analisaram a pretensão do movimento «em si», apenas consideraram que não se deviam pronunciar acerca do conteúdo. «O que não retira a razão das nossas pretensões», afirmou, citado pela Lusa.

O MRB quer impedir que os presidentes que já cumpriram três mandatos à frente de determinada câmara ou freguesia se candidatem a outras autarquias, como forma de contornar a lei que limita a três o número de mandatos seguidos que podem exercer.

Os casos das candidaturas do presidente de Sintra, Fernando Seara (PSD), a Lisboa e do presidente de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes (PSD), ao Porto, continuam nos tribunais, de recurso em recurso.