O movimento de cidadãos que venceu as eleições autárquicas de outubro de 2017 na freguesia de Terena, no concelho de Alandroal, distrito de Évora, voltou este domingo a ganhar, mas, desta vez, com maioria absoluta.

O ato eleitoral que decorreu hoje resultou da renúncia ao mandato do presidente da Junta e de todos os membros efetivos e suplentes da lista vencedora das autárquicas do ano passado, tendo o Governo marcado uma nova chamada às urnas.

Fonte do município indicou à agência Lusa que, nas eleições intercalares, a lista movimento “DITA - Alandroal é o nosso partido”, encabeçada por Miguel Gomes, conquistou 201 votos (49,63%) contra 132 votos do PS (32,59%), liderado por Umbelina Borralho, e 64 votos da CDU (15,80%), que apostou em Manuel Pereira.

Com estes resultados, segundo a mesma fonte, o “DITA - Alandroal é o nosso partido” consegue a maioria absoluta, uma vez que garantiu a eleição de quatro elementos da sua lista, enquanto o PS não foi além de dois eleitos e a CDU de um.

Foram ainda registados quatro votos nulos (0,99%) e outros quatro em branco (0,99%), adiantou, referindo que, para estas eleições, estavam inscritos 621 eleitores e que a abstenção se situou nos 34,78%.

Maioria absoluta

O movimento “DITA - Alandroal é o nosso partido” já tinha vencido as eleições autárquicas do ano passado, com 40,04% dos votos, mas não conseguiu a maioria absoluta, com PS e CDU a terem, juntos, mais mandatos.

Após várias tentativas, os eleitos não alcançaram um acordo para a constituição do executivo da Junta.

Em maio, todos os eleitos do “DITA - Alandroal é o nosso partido” apresentaram a renúncia ao mandato, o que provocou a falta de quórum e a convocação de eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia.

Quanto à Câmara de Alandroal, João Grilo, que já tinha sido presidente entre 2009 e 2013, encabeçando um movimento independente, voltou a conquistar este município alentejano, nas autárquicas de 01 de outubro de 2017, desta vez a liderar a lista do PS.

O PS alcançou a maioria relativa, mas o apoio do vereador Paulo Gonçalves, eleito pela CDU, permitiu à gestão socialista passar a ter maioria absoluta, com três vereadores contra um da CDU e um do DITA.