Mais de 9,5 milhões de eleitores vão hoje eleger os dirigentes de 3.399 autarquias, numas eleições autárquicas marcadas pela redução de freguesias e pela alteração dos rostos dirigentes em centenas de localidades devido à lei da limitação dos mandatos.

Os eleitores portugueses e os estrangeiros recenseados são chamados a votar, entre as 08:00 e as 19:00, para a câmara municipal (boletim de voto verde claro), a assembleia municipal (boletim de voto amarelo) e a assembleia de freguesia (boletim de voto branco).

Serão eleitos os presidentes de câmaras e de assembleias municipais de 308 municípios, assim como os presidentes das juntas, que este ano são reduzidas de 4.259 para 3.090, devido à reforma administrativa.

Cerca de metade das câmaras municipais vai ter um novo presidente a partir de hoje, em relação às autárquicas de 2009, devido à polémica lei da limitação dos mandatos.

Foram apresentadas 12.200 listas candidatas aos três órgãos de poder local em todo o território (incluindo partidos, coligações e listas de independentes).

De acordo com dados da Direção-Geral da Administração Interna, as operações das eleições autárquicas vão movimentar mais de 61 mil pessoas, das quais 57.500 são os membros das mesas, e foram impressos 31,5 milhões de boletins de voto.

Nas últimas eleições autárquicas, o PS foi o partido que, sozinho, recolheu o maior número de votos - 2.084.382 - mas foram os sociais-democratas que garantiram o maior número de câmaras municipais, 139 (117 concorrendo sozinho e 22 em coligação).

O PS conseguiu garantir a presidência de 132 autarquias, o PCP 28, o CDS-PP uma autarquia, tal como o BE.

Sete câmaras municipais foram entregues a candidatos independentes.

A taxa de abstenção das eleições autárquicas realizadas em 11 de outubro de 2009 foi de 41%, tendo votado apenas 5.532.575 dos 9.376.402 eleitores inscritos, numa síntese da Lusa.