O presidente da Câmara de Faro, José Apolinário (PS), acusa Macário Correia de «oportunista» por utilizar a crise mundial e a quebra de receitas de impostos municipais para culpar o Governo socialista de agravar dívidas na autarquia farense.

Em entrevista recente à Agência Lusa, Macário Correia responsabilizava o executivo de José Apolinário pelo agravamento da dívida da Câmara Municipal de Faro nos últimos três anos.

José Apolinário rejeita as críticas do candidato do PSD à Câmara de Faro e argumenta que a quebra de receitas em Faro está relacionada com a diminuição das recolhas do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).

«Reconheço o oportunismo, ou a oportunidade da crítica, para não ser muito duro», declarou José Apolinário. O autarca referiu, por seu turno, que a explicação da quebra de receitas se prende com o facto de em 2008 terem perdido 1,3 milhões de euros de receitas de IMT e de em 2009 já terem menos 800 euros de receitas relacionadas com o IMT.

José Apolinário calcula que o «município de Faro vá registar uma quebra de receita de IMT no final de 2009 de cerca de quatro milhões de euros».

Em 2008 a receita em Faro de IMT diminuiu 19% em relação a 2007 (ou seja menos 1,3 milhões de euros) e nos dois primeiros meses de 2009 diminuiu 62% em período homólogo de 2008. Ou seja, foram menos 800 mil euros que não entraram para os cofres da Câmara.

José Apolinário critica ainda Macário Correria por defender junta da comunicação social «o saneamento financeiro» da Câmara de Faro, mas na semana seguinte já vir propor o reequilíbrio financeiro.

«O presidente da Câmara Municipal de Tavira não conhece Faro e uma semana diz uma coisa, noutra semana diz exactamente o contrário. Aos clubes diz que vai pagar os protocolos, à comunicação social diz que vai fazer o saneamento financeiro. É capaz de dizer hoje uma coisa e amanhã exactamente o contrário», critica Apolinário, sublinhando que se trata de «duas coisas distintas».