A líder do CDS e candidata dos centristas à câmara de Lisboa, Assunção Cristas, já reagiu aos resultados eleitorais, afirmando que esta é "uma noite histórica para o CDS". Cristas vincou que o partido "superou" os seus objetivos para estas eleições. 

A presidente centrista destacou o caso de Lisboa: a "candidatura forte e mobilizadora em Lisboa" vai dar ao partido o seu melhor resultado na capital desde 1976.

Disse que teríamos uma candidatura forte e mobilizadora em Lisboa e assim o fizemos. (...) A confirmarem-se as projeções teremos em Lisboa o melhor resultado do CDS desde 1976. "E porventura estaremos em condições de triplicar o número de vereadores em relação ao que temos."

"E posso dizer a todos os que confiaram em mim em Lisboa, como disse na campanha eleitoral: prometo superar as expetativas, prometo devolver em dobro e o meu compromisso com Lisboa, tal como com o resto do país, está para durar e só ganha mais força nesta noite", assegurou.

Uma palavra também para o Porto: destacou o resultado "muito positivo" do movimento independente de Rui Moreira que o CDS apoiou na invicta.

Disse que em relação ao Porto que iríamos renovar o apoio a uma candidatura independente que já tínhamos apoiado anteriormente, o Dr. Rui Moreira, e acabei de lhe telefonar para o felicitar pelo resultado muito positivo", destacou.

Recebida em festa pelos centristas, Cristas começou por dizer que o objetivo do partido era "aumentar a expressão autárquica" além de "garantir as cinco câmaras, que estão garantidas e vão ser ainda reforçadas".

Sozinhos os centristas viriam a conquistar seis autarquias às quais se juntam as 15 provenientes das coligações.

A líde do partido lembrou que o CDS empenhou-se nestas autárquicas "desde o primeiro minuto" e que os "resultados estão à vista". Para Cristas, o CDS "está forte" e "está a crescer". 

Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM) ficou em segundo lugar na corrida à câmara de Lisboa, à frente da candidata do PSD, Teresa Leal Coelho, com 20,57% dos votos, garantindo quatro mandatos, metade dos conquistados por Fernando Medina, que, assim, perdeu a maioria absoluta.