O CDS-PP conquistou no domingo a presidência de cinco autarquias, mais quatro do que nas últimas eleições autárquicas, o maior número de câmaras desde 1997, tendo obtido pouco mais de 150.000 votos, menos que os 171.049 votos de 2009.

O CDS-PP sozinho obteve, assim, cerca de 3% dos votos, sensivelmente abaixo dos 3,1% conquistados em 2009, de acordo com os dados publicados do sítio da internet do Ministério da Justiça.

Os centristas mantiveram a presidência da Câmara de Ponte de Lima (distrito de Viana do Castelo), e conquistaram a presidência das autarquias de Albergaria-a-Velha (distrito Aveiro), Vale de Cambra (distrito Aveiro), Velas (nos Açores) e Santana (na Madeira).

Em todos estas autarquias, os centristas alcançaram maioria absoluta.

Em número de câmaras, este foi o melhor resultado autárquico do CDS-PP desde 1997, quando conseguiu a liderança de oito municípios.

O «penta do CDS» levou o presidente centrista e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, a declarar que o partido voltou a ser «relevante nas autarquias», com quem terão que contar na Associação Nacional de Municípios.

Para Paulo Portas, este ato eleitoral é sobretudo a interrupção de «um declínio», a recuperação do que o CDS tinha «perdido», e o alargamento da sua «influência» como «partido nacional».

Paulo Portas expressou também satisfação pela vitória do independente Rui Moreira, no Porto, uma candidatura que o CDS-PP apoiou.

«Sendo correta a crítica sobre a forma como os partidos funcionam, o nosso, no caso do Porto, viu mais longe quem era o melhor candidato para a cidade», afirmou, argumentando que os centristas quiseram «garantir que não havia um regresso as aventuras e que o Porto era parte da solução e não parte do problema».

«Rui Moreira foi, é, e penso que será sempre, um independente. Teve uma grande vitória, o CDS está nessa grande vitória», declarou.

Nas coligações com o PSD, Portas salientou que, «apesar das dificuldades, houve vitórias relevantes», citando Aveiro, Braga e Guarda, «câmaras onde fatores externos ou internos podiam condicionar a vitória da AD [Aliança Democrática]».

«É evidentemente preocupante a descida de votos em alguns meios urbanos, e isso deve ser meditado», disse.

De acordo com os dados disponíveis na página da Internet da Direção-Geral da Administração Interna cerca das 18:00, falta ainda apurar uma freguesia (além de outras duas onde não se realizou a votação no domingo) e atribuir a presidência da Câmara Municipal de Caminha.