A votação para as eleições autárquicas de hoje começou com atraso em pelo menos cinco assembleias de voto de Portugal continental e no concelho açoriano de Vila Franca do Campo, segundo fontes policiais e autárquicas.

Em Tondela (Viseu), os portões da antiga escola primária de Mosteiro de Fráguas foram durante a noite fechados a cadeado numa tentativa de boicote às eleições, mas a situação já está normalizada, de acordo com fonte da GNR.

«A situação ficou resolvida cerca das 09:15 e as pessoas podem votar normalmente», disse a mesma fonte, acrescentando que a GNR se deslocou ao local, mas não teve necessidade de intervir.

O presidente da Junta de Freguesia de Mosteiro de Fráguas, Paulo Roberto, contou à Lusa que, ¿nos dois portões da rua estavam cadeados a impedir a entrada¿.

«Tentámos desbloquear a situação, as correntes foram cortadas com uma rebarbadora, mas depois deparámo-nos com outro problema, porque os canhões das portas estavam bloqueados com qualquer substância que os colou», explicou.

A Junta de Freguesia chamou um serralheiro, que resolveu a situação, tendo sido possível abrir as urnas cerca das 09:15 e as pessoas começaram a votar.

Segundo Paulo Roberto, não se encontrava ninguém junto ao edifício, mas este terá sido um ato de protesto contra a reforma administrativa, que agregou a freguesia de Mosteiro de Fráguas à de Vilar de Besteiros.

«O povo anda um pouco revoltado por causa da história da reorganização e as pessoas comentavam que ninguém devia ir votar, mas ninguém falava em boicotar», contou.

Paulo Roberto confirmou que a GNR e um funcionário da Câmara de Tondela se deslocaram ao local, mas não foi preciso intervirem.

Também em Chaves, na freguesia de Roriz, as urnas abriram mais tarde do que o normal por causa do furto dos boletins de voto, uma dsituação que acabou por ficar normalizada por volta das 10:00, segundo fonte da autarquia.

No distrito de Vila Real registaram-se também atrasos nas aberturas das urnas em Couto de Ervededo, concelho de Chaves, e Borbela, em Vila Real.

Segundo a GNR, em Couto de Ervededo, houve uma troca de chaves, o que atrasou a abertura da porta do local. Já na secção de voto nº4 de Borbela também se verificou um atraso na abertura da porta do local, que teve que ser arrombada, atrasando todo o processo de arranque da votação.

Neste local, o primeiro eleitor votou às 08:47.

No Alentejo, em Évora, o início da votação na assembleia de voto instalada na escola André de Resende atrasou entre 10 a 15 minutos por falta de boletins de voto para a Assembleia Municipal, segundo fontes policiais e autárquicas.

Nos Açores, em Vila Franca do Campo, as urnas abriram com um atraso de meia hora a 45 minutos, depois de ter sido detetado um problema nos boletins de voto para a eleição para a câmara municipal.

Segundo disseram à Lusa fontes das duas candidaturas, apesar de os boletins incluírem as quatro candidaturas à câmara de Vila Franca do Campo, faltavam os quadrados para fazer a cruz à frente de duas delas: o movimento independente Novo Rumo e o PSD.

As eleições prosseguiram depois de consultada a CNE e de os candidatos terem aceitado a solução da comissão: fazer à mão os quadrados em falta, como conta a Lusa.