O candidato socialista à Câmara de Lisboa, António Costa, criticou este domingo a posição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e das televisões generalistas pela limitação da cobertura da campanha autárquica, considerando que acabaram por «prejudicar a democracia».

«Não sei se é preciso mudar a lei. Vivemos muito bem durante muitos anos com a mesma lei. O que não é admissível é o que a CNE e as televisões fizeram este ano, que foi uma vergonha», respondeu António Costa aos jornalistas, quando questionado sobre se concordava com o Presidente da República, que no sábado apelou a uma reflexão da lei eleitoral.

«A democracia saiu muito prejudicada com a falta de informação, de esclarecimento e de debate. Não é uma questão do candidato A ou B: foi a democracia que saiu empobrecida pelo lamentável comportamento das televisões e da CNE», afirmou o candidato do PS.

Falando aos jornalistas depois de exercer o seu direito de voto na capital, António Costa disse esperar que «a abstenção não seja mais elevada do que o habitual», defendendo que estas eleições são «o grande momento» para que as pessoas «possam expressar a sua vontade» e sem deixar que «os outros escolham por si».

Por outro lado, António Costa admitiu que «há sempre leituras nacionais das eleições locais», recordando que os partidos fazem sempre essa leitura.

Mais de 9,5 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os dirigentes de 3.399 autarquias, numas eleições autárquicas marcadas pela redução de freguesias e pela alteração dos rostos dirigentes em centenas de localidades devido à lei da limitação dos mandatos.