As eleições de domingo registaram uma taxa de abstenção de 47,4%, a mais alta de sempre em autárquicas, confirmando uma tendência crescente desde o escrutínio autárquico de 1982.

De acordo com os dados oficiais publicados no site da Direção Geral de Administração Interna cerca das 18:00, (quando falta apurar uma freguesia) 47,4 por cento dos 9.492.396 eleitores inscritos optaram por não exercer o direito de voto nas autárquicas de domingo. Foram às urnas 4.992.490 eleitores.

Esta percentagem ultrapassa a taxa de abstenção registada em 2009, 41 por cento, o que confirma uma tendência de diminuição da participação eleitoral nas eleições para as autarquias locais, iniciada no escrutínio de 1982 com uma taxa de 28,6 por cento.

Nas autárquicas de 1985 a abstenção registou-se nos 36,1 e em 1989 subiu para os 39,1 por cento.

Na década de 90, a percentagem de abstencionistas situou-se entre os 36,6 por cento nas autárquicas de 1993, e 39,9 por cento nas eleições de 1997.

Nas autárquicas de 2001, a abstenção tinha sido idêntica à do ano anterior, 39,9 por cento. E, em 2005, o nível de abstenção desceu apenas algumas casas decimais, com 39,02 por cento, para voltar a subir em 2009 até aos 41 por cento.

As eleições autárquicas mais participadas de sempre foram as de 1979, com uma taxa de abstenção 26,2 por cento. As primeiras eleições autárquicas em democracia, em 1976, registaram 35, 4 por cento de abstenção.

Os 47,44 por cento de abstencionistas nas eleições de domingo constituem a taxa mais alta de sempre em autárquicas, mas ficam aquém das taxas de abstenção registadas em todas as eleições Europeias, à exceção das primeiras, em 1987, em que o nível de abstenção se ficou nos 27 por cento.

Em todas as outras, de 1989 a 2009, a abstenção situou-se entre 48,8 por cento, em 1989 e 64,5 por cento, em 1994.

As presidenciais de 2001 e de 2001 registaram também taxas de abstenção superiores à das autárquicas de domingo, com 50 e 53 por cento, respetivamente.

As eleições legislativas continuam a ser as que despertam relativamente mais interesse nos eleitores, com níveis de abstenção a não ultrapassar os 41,9 por cento no escrutínio de 2011, o valor mais elevado em eleições gerais.