O Porto está esta sexta-feira na ‘rota’ de PS, PSD e BE do último dia da campanha para as autárquicas de domingo, com a CDU a fazer o comício de encerramento em Loures e o CDS-PP a terminar em Lisboa.

Será na cidade Invicta que o secretário-geral do PS, António Costa, encerrará os onze dias de campanha oficial, ao lado do candidato do partido, Manuel Pizarro, num comício no Pavilhão Académico.

Antes de ‘subir’ para o Porto, António Costa fará a tradicional descida do Chiado com o candidato socialista à Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

A Câmara do Porto está desde há quatro anos nas ‘mãos’ de um independente, Rui Moreira, que se volta a recandidatar ao cargo e contou até maio com o apoio do PS. Depois da rutura, os socialistas apresentaram como cabeça de lista Manuel Pizarro, que até então tinha o pelouro da Habitação da autarquia liderado por Rui Moreira.

Em Lisboa, o PS tem neste momento maioria na câmara, mas será a primeira vez que o atual presidente e candidato socialista irá a votos, já que só assumiu os ‘comandos’ na cidade em 2015, com a saída do secretário-geral do seu partido e atual primeiro-ministro.

Num dia totalmente dedicado ao Porto, a coordenadora nacional do BE, Catarina Martins irá à tarde fazer a habitual arruada em Santa Catarina, seguindo depois para um jantar na Alfândega do Porto. Ao lado de Catarina Martins estará sempre o candidato do partido no Porto, João Teixeira Lopes.

O último dia de campanha da caravana social-democrata será totalmente passado a norte, começando com um almoço na Maia, município que esteve desde sempre nas ‘mãos’ do PSD.

À tarde, o líder do partido, Pedro Passos Coelho, estará com o candidato social-democrata à Câmara do Porto, Álvaro Almeida, com quem visitará a Torre dos Clérigos.

À noite, Passos Coelho fará dois comícios no concelho de Felgueiras – onde o social-democrata Inácio Ribeiro tenta alcançar o terceiro mandato e renovar a maioria absoluta com que tem governado desde 2009 -, o primeiro na cidade da Lixa e o segundo e último da campanha mesmo na cidade de Felgueiras.

A agenda mais carregada será a do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que terá de se dividir entre duas arruadas, um jantar e dois comícios.

A primeira iniciativa do dia será uma arruada ao final da manhã no Barreiro, rumando depois a caravana da CDU até à capital, para a descida do Chiado com o candidato do partido em Lisboa, João Ferreira, repetindo o percurso feito poucas horas antes pela campanha do PS.

Ao jantar, Jerónimo de Sousa vai regressar à margem sul do Tejo, para um jantar em Almada, atravessando depois outra vez o rio para os dois últimos comícios de campanha: em Odivelas e Loures.

A presidência da Câmara de Loures foi uma das grandes vitórias dos comunistas nas últimas autárquicas, quando o antigo líder parlamentar do PCP Bernardino Soares reconquistou para a coligação CDU um município perdido em 2001 para os socialistas.

A presidente do CDS-PP e candidata à Câmara de Lisboa, Assunção Cristas, estará todo o dia na capital, tendo como primeira iniciativa uma “ação de limpeza de ‘grafitti’”, junto ao Cais do Sodré.

Uma hora depois da CDU, pelas 19:00, será a vez dos democratas-cristãos descerem o Chiado, naquela que deverá ser a última ação de campanha de Assunção Cristas.

CNE pede contenção 

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) apelou esta sexta-feira a todos os candidatos às eleições autárquicas para que se abstenham de quaisquer atuações que possam constituir propaganda eleitoral, referindo-se às habituais declarações pós votação.

Em comunicado, a CNE desaconselha ainda a participação dos titulares de órgão de autarquias locais em programas a emitir pelos órgão de comunicação social.

Com frequência, a Comissão Nacional de Eleições recebe participações decorrentes da transmissão pelos meios de comunicação social, no dia das eleições, de declarações de candidatos e responsáveis políticos que são entendidas por um conjunto apreciável de cidadãos como constituindo propaganda eleitoral em dia em que esta é proibida”, recorda a CNE.

Na mesma nota, a comissão sublinha que “as leis eleitorais proíbem a prática de quaisquer atos que, direta ou indiretamente, possam consubstanciar propaganda eleitoral, por qualquer meio, até ao fecho das urnas” e pede contenção aos candidatos, responsáveis políticos e todos os agentes do processo eleitoral ou profissionais da comunicação social.

Considerando, ainda, que se trata da eleição dos titulares dos órgãos das autarquias locais, desaconselha-se vivamente a presença/participação destes titulares em programas a emitir pelos órgãos de comunicação social”, acrescenta.

A CNE recorda que a votação constitui o momento culminante do processo eleitoral, concretiza o direito de voto dos cidadãos eleitores e que é importante que “seja exercido de forma livre, esclarecida e consciente”.

Cerca de 9,4 milhões de eleitores são chamados a votar no domingo para as eleições autárquicas para escolher os autarcas de 308 câmaras municipais e de 3.092 freguesias.

Portugal tem 9.412.461 eleitores inscritos que podem votar nas próximas eleições autárquicas, menos do que nas anteriores, em que estavam registados pouco mais de 9,5 milhões.

A estas eleições autárquicas concorrem 12.076 candidaturas - 1.404 às câmaras municipais, 1.364 a assembleias municipais e 9.308 a assembleias de freguesia, que depois escolhem as juntas, de acordo com dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

Esta é a 12ª vez que os portugueses vão eleger os seus autarcas em 43 anos de democracia.