O primeiro-ministro, António Costa, destacou esta segunda-feira a importância da reabilitação urbana para relançar a economia, alavancar a indústria da construção civil e criar emprego, elogiando o “enorme contributo” que o Porto pode dar ao país.

“A reabilitação urbana é, também, da maior importância para o relançamento da economia e pode e deve ser o motor da indústria da construção, tendo um enorme potencial na geração de emprego, que tem de continuar a ser uma grande prioridade para termos uma redução sustentada do desemprego”, afirmou Costa, que esta segunda-feira de manhã se reuniu, pela primeira vez enquanto primeiro-ministro, com o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Numa declaração aos jornalistas nos Paços do Concelho, depois de uma reunião de trabalho, o governante elogiou a “extraordinária energia” do Porto e o “enorme contributo que pode dar para o desenvolvimento nacional”, apontando a “descentralização de competências, a gestão dos transportes, a reabilitação urbana” e a “descentralização em geral” como “oportunidades decisivas de trabalho” com o município.

“Esta é uma oportunidade para concretizarmos, no Porto, uma aposta muito importante, que o conjunto dos países assumiram recentemente em Paris [na XXI Cimeira do Clima] de, ao longo das próximas décadas, reduzirem significativamente o modelo energético, de forma a apostarem na descarbonização”, começou por explicar António Costa, segundo a Lusa.

De acordo com o primeiro-ministro, “este é um desafio que se ganha ou se perde nas cidades, em duas vertentes fundamentais: a aposta nos transportes públicos e a melhoria da eficiência energética do edificado”.

“A reabilitação urbana é decisiva, por razões ambientais, para melhorar a atratividade das nossas cidades. O Porto tem melhorado muito, o que se verifica pelo grande crescimento da dinâmica turística, que é necessário reforçar com uma melhor rede de transportes”, afirmou o governante, para logo a seguir explicar o impacto da reabilitação na economia.

O ex-presidente da Câmara de Lisboa sublinhou ainda que, sendo agora primeiro-ministro, pode “passar das palavras aos atos”, nomeadamente em dossiês que dizem respeito ao Porto.

“É uma satisfação regressar agora a este edifício, noutras condições, mas, sobretudo, em condições de podermos concretizar muitas das matérias que, ao longo dos anos, falámos sobre descentralização de competências, a gestão dos transportes, a reabilitação urbana e a descentralização em geral”, disse o chefe do Governo.

De acordo com António Costa, na reunião mantida com Rui Moreira e com a sua vereação, identificaram-se “um conjunto de oportunidades de trabalho absolutamente decisivas” com o município.

“Podemos, finalmente, passar das palavras aos atos. Muito do que reivindicámos no passado em conjunto, podemos agora contratualizar e executar”, frisou.

De acordo com Rui Moreira, os transportes, a reabilitação urbana, a gestão das Águas e o designado Acordo do Porto, assinado no verão com o anterior Governo de Pedro Passos Coelho, foram os assuntos abordados na reunião com António Costa.