O ministro da Economia criticou as «taxas e taxinhas» criadas pelos autarcas, apelando ao bom senso das autarquias e essas declarações caíram mal ao presidente da câmara de Cascais, o social-democrata Carlos Carreiras. 

A reação, no Facebook, foi a seguinte: «Sei que o senhor ministro da Economia tem o bom senso mais do que apurado para apelar aos autarcas para evitarem fazer o mesmo que os governantes nacionais têm vindo a fazer ao poder autárquico e às economias locais e regionais. Tem o senhor ministro da Economia o bom senso mais do que necessário para saber da necessidade de se respeitar os autarcas que têm tido a capacidade de não ter défices, terem reduzido a dívida e incrementarem a atividade económica, mesmo dispondo de muito menos recursos financeiros», escreve Carreiras na sua página daquela rede social. 

Isto então a propósito do que o ministro da Economia, também conselheiro nacional do CDS-PP, disse esta sexta-feira nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP. Ou seja, espera que «ao bom senso que o Conselho de Ministros manifestou em não ter criado esta taxa [aumento do IVA em 2015] ou outras taxinhas, prevaleça agora o bom senso local».

À Lusa, o autarca de Cascais admitiu que a afirmação de Pires de Lima «caiu mal», sobretudo por não estarem presentes autarcas para se defenderem, e disse que não conhece nenhum autarca que tenha criado «taxinhas».

«Eu acredito que o ministro da Economia tem o bom senso de respeitar os autarcas, mas há sempre uma predisposição de quem chega ao Governo de considerar os autarcas como estatuto inferior e isso eu não aceito. Eu também não peço ao ministro da Economia que tenha bom senso para não criar taxas e impostos», acrescentou.

Pires de Lima foi eleito nas últimas autárquicas presidente da Assembleia Municipal de Cascais, cargo que ocupava desde 2005, mas renunciou a 5 de setembro por dificuldades em conciliá-lo com as funções de ministro.