João Galamba tem de se demitir do cargo de deputado do Partido Socialista por suspeita de pirataria. É o que pretende a Associação do Comércio Audiovisual de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) que, esta sexta-feira, anunciou que vai entregar diretamente ao líder parlamentar do PS uma «carta de repúdio» pelo comportamento do deputado socialista. Em causa está a atitude de João Galamba que, através da rede social Twitter, pediu «um link com a transmissão não autorizada do jogo entre o FC Porto e o Sporting CP».





A Associação do Comércio Audiovisual manifesta, em comunicado, o «profundo desagrado com o comportamento do Sr. Deputado na rede social Twitter, em concreto com o seu pedido à comunidade que lhe facultasse um link com a transmissão não autorizada do jogo entre o FC Porto e o Sporting CP».

A ACAPOR pede a demissão de João Galamba porque a «revelação pública, não hesitante e despudorada de que o Sr. Deputado procura ver por canais ilegítimos uma transmissão desportiva com exclusividade de visionamento por subscrição paga é prova que, provavelmente, andamos a perder o nosso tempo na Assembleia da República».

Por essa razão, no dia 27 de novembro, a ACAPOR vai entregar diretamente ao líder parlamentar do PS uma «carta de repúdio» pelo comportamento do deputado socialista.

A Associação do Comércio Audiovisual entende estar em causa uma «questão penal do comportamento e da inerente incitação à prática de crime» que «deveriam levar o Sr. Deputado a apresentar a renúncia ao seu mandato, nos temos do artigo 7.º do Estatuto dos Deputados em face da grosseira violação do artigo 14.º n.º 1 al. e) do mesmo diploma legal».

A ACAPOR defende que «só deste modo João Galamba poderá ver retratada a sua imagem e dignificar o cargo de deputado».

A ACAPOR afirma que a «pirataria é a principal causa da perda de 4 Milhões de espectadores nas salas de cinema em menos de 3 anos - 1,1 milhões só nos últimos 10 meses - é responsável por não existir atualmente exibição regular de cinema dos Distritos de Évora, Beja, Portalegre e Castelo Branco». A Associação do Comércio Audiovisual acrescenta que a «pirataria está ainda na origem da perda de 25 milhões de vendas de DVDs/Blu-Rays em apenas 4 anos».

Leia aqui o comunicado da ACAPOR.