O Partido Socialista (PS) requereu esta sexta-feira a audição no Parlamento da comissão especial de acompanhamento da reprivatização da TAP, liderada pelo economista João Cantigas Esteves, relativa ao processo em curso.

No requerimento a que a Lusa teve acesso, o deputado do PS Rui Paulo Figueiredo argumenta que o Governo não tem esclarecido as dúvidas formalmente suscitadas sobre as falhas jurídicas existentes e sobre a documentação em falta e, por isso, «importa esclarecer todas estas matérias e a comissão especial de acompanhamento do processo de reprivatização da TAP pode ajudar a esses esclarecimentos».

A comissão especial escolhida pelo Governo para acompanhar o processo de reprivatização da TAP é liderada pelo economista João Cantiga Esteves e integra ainda José Morais Cabral e Duarte Pitta Ferraz.

O PS acusa o Governo de ter recusado «todas as possibilidades de diálogo institucional por forma a encontrar uma solução mais abrangente e consensual para a TAP».

João Cantiga Esteves foi administrador de empresas dos setores bancário, telecomunicações, turismo e agropecuário entre 1980 e 2000 e exerce atualmente funções de sócio diretor da empresa de consultoria em mercados financeiros e gestão de riscos Ephi-Ciência Financeira, sendo igualmente professor universitário.

O economista José Morais Cabral foi fundador da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e membro da sua comissão executiva até 1980, sendo atualmente presidente do Conselho Fiscal da Generis Farmacêutica.

Duarte Pitta Ferraz é licenciado em Direito e doutorado em Business Administration, tendo exercido atividades de direção no Banco Comercial Português, Banco Millenium Angola, SOFID (Sociedade Financeira para o Desenvolvimento), Millenium Bank (Grécia) e Bank Europa (Turquia).

Os interessados na TAP têm até 15 de maio para a entrega de propostas vinculativas, segundo anunciou o Governo.