O deputado do PSD Duarte Pacheco sustentou esta terça-feira que a reforma económica iniciada em 2011 pelo atual Governo está a produzir resultados, assinalando os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a atividade económica.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, Duarte Pacheco destacou os dados do INE divulgados esta terça-feira, relativos a este ano, em detrimento das previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), que põem em causa a meta de 4% estabelecida para o défice de 2014.

«Aquilo que nós sabemos é a realidade, e a realidade é superior às previsões. A realidade significa que nós estamos hoje com um nível de atividade económica superior àquela que nós tínhamos quando iniciamos o programa de ajustamento, e essa realidade impõe-se a qualquer previsão - a própria OCDE o reconhece para o presente ano», alegou o deputado do PSD.

Segundo Duarte Pacheco, o INE «trouxe uma boa notícia para os portugueses: a atividade económica ultrapassou os valores de maio de 2011», e «essa atividade económica assenta, sobretudo, na recuperação da produção industrial, que está muito ligada àquilo que foi o novo modelo de desenvolvimento que o Governo quis implementar em Portugal, não assente na procura interna, mas nas exportações».

«Foi a reforma económica que teve início em 2011 que agora está a produzir os seus resultados», defendeu.

De acordo com o social-democrata, tendo também em conta «a descida do desemprego» e «o aumento das exportações», pode concluir-se que economia portuguesa «está a recuperar, lentamente».

«Já não estamos a falar de previsões, mas estamos a falar da realidade que aconteceu, da realidade em dois meses seguidos, ultrapassando os valores que não eram registados em Portugal desde maio de 2011 para a atividade económica do nosso país», reforçou.

No que respeita às previsões da OCDE, Duarte Pacheco começou por observar: «Estamos a falar, já não de realidade, mas de previsões».

Em seguida, salientou que a recessão prevista para este ano pela OCDE, 1,7%, «é menos negativa que a previsão do próprio Governo», 1,8%, e relativizou o crescimento de 0,4% estimado para 2014.

«Para o próximo ano, a OCDE faz uma revisão em baixa da economia portuguesa, na linha daquela que faz para a economia mundial», disse. «Aquilo que nós sabemos é a realidade, e a realidade é superior às previsões», cita a Lusa.