O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, prestou, esta segunda-feira, homenagem, em Paris, às vítimas dos atentados de sexta-feira, em particular aos cidadãos nacionais, depositando um ramo de flores junto ao Le Bataclan.

Acompanhado pelo embaixador português em Paris, José Filipe Moraes Cabral, e pelo cônsul-geral, Paulo Neves Pocinho, o governante depositou um ramo de flores junto à sala de espetáculos, um dos três locais dos ataques terroristas de sexta-feira, onde morreram 89 pessoas.

"Prestei uma pequena homenagem aos mortos, a todos, e particularmente aos portugueses", disse à Lusa José Cesário.


O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou no sábado, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses.

Na sua deslocação a Paris, o secretário de Estado das Comunidades vai também reunir-se, hoje à tarde, com os funcionários do consulado-geral, a quem pretende "agradecer o esforço" ao longo do fim de semana.

Segundo o governante, "dezenas de pessoas" contactaram o consulado-geral, em Paris, e o gabinete de emergência consular, em Lisboa, "a pedir informações", maioritariamente a relatar desconhecer o paradeiro de familiares.

"Os funcionários estiveram em piquete permanente", disse José Cesário, que acrescentou que "todas as questões suscitadas foram respondidas", segundo a Lusa.

Mais tarde, Cesário vai encontrar-se com representantes da comunidade portuguesa, a quem pretende exprimir a sua solidariedade e também "de muitos portugueses" espalhados pelo Mundo que lhe pediram que transmitisse uma palavra de solidariedade aos cidadãos nacionais que residem em França.

Os ataques, perpetrados por pelo menos sete terroristas, que morreram, ocorreram em vários locais da capital francesa, entre os quais a sala de espetáculos Bataclan e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente francês, François Hollande, classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".