O Governo português condenou esta sexta-feira os ataques terroristas que causaram, na quinta-feira, entre 30 e 45 mortos no Monte Sinai, no Egito, e que foram reivindicados por um grupo ligado ao Estado Islâmico. A mesma condenação é feita em  relação ao «violento ataque terrorista» numa mesquita xiita no sul do Paquistão, que causou pelo menos 60 mortos e dezenas de feridos.

«O Governo português condena os ataques terroristas coordenados perpetrados contra as forças de segurança egípcias no norte do Sinai», lê-se na nota divulgada esta sexta-feira, ao início da noite, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Rui Machete, reiterando a sua «firme condenação do terrorismo e da violência, sob todas as suas formas».

O executivo «lamenta a perda de vidas humanas e expressa as mais sinceras condolências às famílias das vítimas, desejando rápida recuperação aos feridos», acrescenta a mesma nota, que é citada pela Lusa, além de expressar a sua solidariedade para com a população e as autoridades egípcias.

O grupo egípcio Ansar Beit al-Maqdis, ligado ao movimento terrorista Estado Islâmico, reivindicou os ataques, que provocaram entre 30 e 45 mortos e pelo menos 34 feridos, a maior parte soldados.

Numa conta da rede social Twitter ligada ao grupo egípcio, os jihadistas reivindicam um conjunto de ataques no norte de Sinai, na região onde forças de segurança estão a combater uma revolta islâmica.

A península do Sinai, no extremo nordeste do Egito, é desde há anos foco de instabilidade e com o derrube do Presidente islamita Mohammed Morsi pelos militares, em julho de 2013, os ataques contra as forças de segurança multiplicaram-se.

Os atentados levaram o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, a encurtar a sua visita a Adis Abeba, capital da Etiópia, que acolhe até sábado a 24.ª cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana, subordinada ao lema «2015: Ano da Capacitação e Desenvolvimento da Mulher Rumo à Agenda 2063 de África».