O ex-líder do CDS-PP Paulo Portas vai entrar na campanha de Lisboa da sua sucessora, Assunção Cristas, que não enjeita o apoio do antigo presidente Manuel Monteiro, convidado para uma ‘arruada' pela lista à junta de Alvalade.

Ele está pouco pelo país, mas eu espero que consigamos articular agendas para estar um dia também comigo", disse Assunção Cristas sobre a presença de Paulo Portas na campanha autárquica de Lisboa, que fonte oficial do CDS disse à Lusa deverá acontecer na próxima semana.

Assunção Cristas percorreu esta terça-feira os dois sentidos da avenida da Igreja, na freguesia de Alvalade, cuja lista à junta da coligação "Pela Nossa Lisboa" (CDS-PP/MPT/PPM) convidou para uma ação de rua no próximo sábado Manuel Monteiro, o antigo líder centrista que abandonou o CDS e fundou o partido da Nova Democracia, entretanto extinto.

Há um relacionamento próximo com a candidatura de Alvalade e creio que todas as candidaturas às juntas são candidaturas específicas que, em virtude das pessoas envolvidas, congregam apoios diferentes e mais alargados", respondeu Assunção Cristas aos jornalistas.

Cristas falava rodeada de apoiantes e candidatos, como Francisco Camacho, o líder da Juventude Popular de Lisboa que é cabeça de lista em Alvalade e de Abel Matos Santos, número dois à freguesia e porta-voz da nova tendência interna do CDS "Esperança em Movimento", os impulsionadores do convite a Monteiro.

Eu não excluo nenhum apoio, creio que ele próprio já disse que apoiava [também a candidatura à Câmara], todos os apoios são bem-vindos", declarou, argumentando que a coligação foi "pensada e estruturada" para ser "muito aberta", com independentes em destaque, como a cabeça de lista à Assembleia Municipal, Cristina Ponte, e a número três à Câmara, Conceição Zagalo.

Entrando e saindo das lojas da Avenida da Igreja, Cristas entregou as propostas da coligação a transeuntes e comerciantes, entre pessoas que lhe perguntavam pela família, uma senhora que se dizia "mais laranjinha", uma outra que vota em Sintra, manifestações de apoio, algumas recusas e uma mulher a dizer que a ex-ministra responsável pela lei das rendas "despejou um casal" seu vizinho.

Com bandeiras e um tambor, os jovens da JP, incluindo o seu presidente, Francisco Rodrigo dos Santos, iam entoando: "Lisboa é JP, Lisboa é JP, Lisboa será Assunção, não votes no Medina, não".

A 1 de outubro concorrem em Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).